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O deputado estadual
Paulo Ramos (PDT), que presidiu a CPI na Assembléia Legislativa do
Rio de Janeiro que investigou a "Venda da VARIG", vai prestar
depoimento na CPI do Apagão Aéreo
da Câmara Federal, quinta-feira próxima, dia 13 de setembro, às
09:30h. Segundo o parlamentar esta venda não passou de
uma "grande maracutaia e um crime de lesa pátria" fruto de uma
grande orquestração que passou por decisões do governo federal, pelo
processo de recuperação judicial e a utilização de "laranjas" na
compra da empresa.
O
relatório final ficou pronto e o deputado espera que tenha
desdobramentos nas CPI's da Câmara e Senado bem como no Ministério
Público Federal, na Receita Federal, no Banco Central (BC) e na
Polícia Federal. "Não é possível que um caso de tamanha dimensão
fique sepultado em função da relação daqueles que foram os autores.
Nós conseguimos aprovar a quebra do sigilo bancário, telefônico e
fiscal do Marco Antônio Audi, Marcos Raftel e do Luiz Galo
(responsáveis pela operação). Apesar da CPI ter poder para fazer
isso, os investigado conseguiram no Tribunal de Justiça uma
liminar para que não tivessem a quebra do sigilo. É de fundamental
importância o país conhecer a origem do dinheiro de cada um, que
isoladamente, entrou no negócio com cerca de US$ 6 milhões. Estas
pessoas não tem tradição, histórico empresarial nem lastro para este
aporte financeiro. A venda da Varig pode ser considerada um negócio
surpreendente. O grupo, liderado pelo chinês Lap Chan, comprou a
empresa por cerca de US$ 20 milhões e, oito meses depois, vendeu por
algo em torno de US$ 320 milhões".
O
relatório da CPI foi contundente e mostra que a "venda da Varig" foi
um grande escândalo que originou a chamado Apagão
Aéreo com a saída de cerca de
40
aeronaves do Brasil e a saturação das rotas voadas pelas empresas
concorrentes que foram beneficiadas com esta "operação' bem como as
empresas estrangeiras acabaram dominando as rotas internacionais
fazendo com que o país perdesse mais de 1bilhão e 500 milhões de
dólar ano na balança comercial.
A lei de Recuperação Judicial 11.101, que já foi questionada pelo
PDT através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, serviu de
instrumento para que os trabalhadores e demais credores fossem
fraudados em seus direitos. Da mesma forma o Fundo de Pensão AERUS
foi criminosamente destruído, sofrendo uma intervenção e liquidação
quando os trabalhadores tentavam recuperar a empresa. |