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COBERTURA CPI APAGÃO AÉREO |
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Deputados querem CPI
para investigar venda da Varig Integrante da CPI do Apagão Aéreo disse que vai recolher assinaturas. 'Temos que investigar', disse deputado Vic Pires. Na reta final da CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, integrantes da comissão querem criar uma outra CPI, com o objetivo de investigar exclusivamente a venda da Varig para a Gol. Em sessão nesta quinta-feira (13), o deputado Vic Pires (DEM-PA) disse que vai recolher assinaturas para permitir que a comissão seja instalada. "A Varig sempre foi um exemplo de qualidade. Temos que investigar essa venda da Varig. Por que foi vendida, como foi vendida, quem ganhou com isso e quem perdeu", disse. Segundo ele, são necessárias, no mínimo, 171 assinaturas de parlamentares. O deputado disse esperar o apoio de funcionários da Varig. "Se não existe vontade política, temos que criar a vontade política", disse a uma platéia que tinha a presença de funcionários e aposentados da Varig. Vestidos de preto, eles afixaram uma faixa na sala com a frase "O Brasil de luto, luta". Depois de colhidas, informou o deputado, as assinaturas são encaminhadas para a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, que faz uma checagem e verifica se há fato determinado para criar a comissão e se há previsão de orçamento. A presidência da Câmara dá um prazo para que os partidos indiquem os integrantes da comissão. O processo pode levar meses, mas o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) demonstrou otimismo. "É viável e necessário. Mas evidente que vamos enfrentar resistências. Se o relator não colocar isso no relatório, vamos apresentar como uma emenda e como voto", afirmou.
Suspeitas Em depoimento à CPI, nesta quinta, o deputado disse acreditar que a venda teria sido feita com uso de "laranjas" (terceiros). Segundo ele, a Varig foi arrematada em leilão, em julho de 2006, pelo Grupo Volo, e depois revendida para a Gol. "Compram por US$ 20 milhões e vendem por US$ 320 milhões meses depois. É o que chamam de laranjas", afirmou. "Foi um crime de lesa-pátria em sua verdadeira caracterização. Não houve recuperação judicial. O que houve foi uma manipulação para que a Varig fosse aniquilada e os novos controladores assumiram o nome", disse. O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Varig, que disse não ter relação com a acusação, porque a empresa apenas foi vendida em leilão. A assessoria de imprensa da Gol também foi contatada, mas ainda não respondeu. O G1 procurou o Grupo Volo, mas ainda aguarda o posicionamento da empresa.
Agência Estado SÃO PAULO - O presidente da CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro que investigou a venda da Varig para a Gol, deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ), sugeriu nesta quinta-feira, 13, que a CPI da Crise Aérea, na Câmara dos Deputados, quebre os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos sócios da Volo do Brasil. A empresa arrematou a Varig em leilão em julho de 2006 e depois a revendeu para a Gol em março deste ano. Segundo a Agência Câmara, Ramos alegou ser fundamental para a investigação da venda quebrar esses sigilos. Ele lembrou que a CPI do Rio aprovou a medida, mas os investigados conseguiram no Tribunal de Justiça do Estado uma liminar contra a quebra. O deputados relatou ainda que a Volo comprou a Varig por US$ 20 milhões - cerca de R$ 38 milhões - e a revendeu por US$ 320 milhões (mais de R$ 600 milhões). "Os sócios da Volo podem ser vistos como laranjas. Entraram em sociedade com recursos de origem duvidosa, participaram do leilão e depois venderam a empresa por um preço bem superior", afirmou na CPI da Crise Aérea. Na opinião do parlamentar fluminense, a venda Varig configurou-se como um crime de lesa-pátria. Para ele, o que houve foi uma manipulação para que a empresa fosse aniquilada, o que teria contado até com a participação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Acreditamos que haveria uma recuperação judicial e o que houve foi a estruturação de uma nova empresa que se apropriou do nome da Varig." Na reunião, Paulo Ramos disse que o fim da Varig criou uma deficiência na malha aérea brasileira, o que pode ter sido uma das causas do caos aéreo. O deputado lembrou ainda que os trabalhadores da Varig enfrentam resistências para ter reconhecidos seus direitos. As informações são da Agência Câmara.
Agência Brasil Cerca de 30 funcionários demitidos da Varig fizeram hoje na CPI do Apagão Aéreo da Câmara um protesto contra a venda da empresa. Vestidos com camisetas pretas com a frase "O Brasil em Luto. Luta!", eles afixaram nas paredes da sala duas faixas, uma com o mesmo que está escrito nas camisetas e outra com "Nós somos Varig". A manifestação foi durante a audiência pública com o deputado estadual Paulo Ramos (PDT-RJ), que presidiu a CPI da Assembléia Legislativa do Rio que investigou a venda da Varig. Os manifestantes querem que a CPI da Câmara também investigue o processo. Para o vice-presidente da Associação de Pilotos da Varig, Marcelo Duarte Lins "a CPI da Venda da Varig tem tudo a ver com a CPI do Apagão Aéreo". Para ele o a chamado apagão aéreo não teve origem depois dos acidentes com os aviões da TAM ou da Gol. "Eles já foram conseqüência dessa crise, do desmonte do setor aéreo, que passa efetivamente, pelo desmonte da Varig, pela venda criminosa da Varig, pela entrega desse capital brasileiro às empresas estrangeiras, praticamente terminando com a aviação comercial brasileira", disse. Segundo o deputado Paulo Ramos, o grupo de investimentos americano Matlin Petterson, vencedor do leilão da Varig em junho de 2006, pagou pela empresa cerca de US$ 20 milhões e, meses depois, a vendeu à GOL por US$ 320 milhões. Para ele os três empresários brasileiros que participaram do negócio podem ser vistos como "laranjas". "É altissimamente suspeito", afirmou Ramos, antes de sugerir que a CPI quebre os sigilos fiscal, bancário e telefônico dos compradores. Para o deputado, a transação "foi um crime de lesa-pátria". O deputado Vic Pires (DEM-PA), integrante da comissão, disse que vai pedir à assessoria do seu partido que faça um requerimento para abertura de uma CPI na Câmara para investigar a venda da Varig. Ele disse que pretende começar hoje a colher as assinaturas. LINK PARA O JORNAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS: http://www.camara.gov.br/internet/jornal/jc20070914.pdf
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