Informativo TGV – 012/2007
Você bem representado

AERUS: debate na ABI

Nosso fundo de pensão Aerus foi tema de debate na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) esta semana. O encontro, ocorrido com auditório lotado de segurados, faixas e cartazes, foi promovido pelo Modecon (Movimento em Defesa da Economia Nacional) para discutir a questão tanto do nosso instituto como do fundo previdenciário Petros.

A mesa foi composta por Maria Augusta Tibiriçá; Olga Amélia, ambas do Modecon; Ricardo Maranhão, ex-deputado federal, ex-vereador do Rio e ex-representante no Patros, Pedro Porfírio, vereador; Nélson Cirtoli, ex-representante dos trabalhadores no Aerus; Sílvio Sinedino, TV Comunitária e assistido pelo Petros e Carlos Gouvêa, presidente da Amvvar e assistido do Aerus.

Ricardo Maranhão lembrou que a Constituição de 1988 tem um capítulo específico o qual trata de Seguridade Social e que esta baseia-se em três pilares: saúde, assistência social e previdência social. Sugeriu também que existe uma campanha contra a previdência social  e um ataque sobre os fundos de pensão que hoje detêm cerca de 18% do PIB. Apontou ainda que as prováveis principais dificuldades dos fundos são desvios, roubalheiras e corrupção.

Após esse cenário traçado, o vereador e jornalista Pedro Porfírio fez uma defesa incondicional aos trabalhadores ativos e inativos da Varig que perderam os empregos, as aposentadorias e as reservas de suas poupanças num total descaso do Governo Federal. Segundo ele, a União tem responsabilidades e conivência, visto que a Secretaria de Previdência Complementar, que deveria fiscalizar, nada fez a não ser liquidar o plano.

Surge proposta de formação de frente em
Defesa dos Trabalhadores da Varig

Afirmou que é prioridade de seu mandato na Câmara dos Vereadores do Rio é tratar da questão do Aerus. Para isso, declarou que já está se articulando com outros segmentos no sentido de formar uma ampla frente em Defesa dos Trabalhadores da Varig.

Nelson Cirtoli prosseguiu o debate com uma valiosa contribuição. Narrou o histórico do Aerus cronologicamente e assim tornou-se ainda mais claro para todos os presentes os golpes sofridos pelo nosso fundo.

Já Silvio Sinedino falou da relação promíscua e criminosa de sindicalistas e de representantes no fundo Petros que não defendem os interesses dos trabalhadores e sim os seus próprios interesses e manutenção de cargos no Governo.

Gouvea destacou que não são cerca de 8.500 famílias que ficaram e ficarão desamparadas. Lembrou que este número é muito maior, pois existem as pessoas que por toda a vida contribuíram e nem chegaram a se aposentar. Estes perderam toda sua reserva de poupança.

Na abertura do evento para debates, Élnio Borges falou sobre o problema macro que está acontecendo no país com o descrédito das instituições num regime democrático.

Salientou que a corrupção está destruindo o Brasil e que o sindicalismo no país acabou desde 2000. Oportunistas de plantão estão se locupletando das benesses do governo e vendendo os direitos dos trabalhadores. Com isso, levam ao precipício categorias inteiras.

Fez um alerta fundamental “tomem muito cuidado com o que dizem estes antigos companheiros que há muito tempo deixaram de defender os interesses de suas categorias”.  

Merecemos e exigimos respeito!