Para o deputado Paulo Ramos, presidente da CPI, o depoimento de Ricardo Lodi corroborou tudo que tem sido dito pela comissão. "Ficou claro que existia saída para a Varig, e que não se fez tudo o que podia para salvar a empresa", declarou Ramos. Segundo alguns presentes na sessão, o ex-presidente do Aerus chegou a declarar que a liquidação do fundo “foi queima de arquivo”. Afirmou ainda que quando tentou ter acesso a alguns documentos, não obteve êxito. Em seu primeiro depoimento à comissão, ele contou que foi eleito presidente do Fundo de Pensão Aerus e sucederia Odilon Junqueira, mas não chegou a tomar posse. "Alguns dias depois da minha eleição a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) realizou uma auditoria no fundo de pensão Aerus para investigar se a saída de Junqueira foi legal. Minha escolha foi contestada por conta de uma assinatura. Para solucionar estas supostas irregularidades, requeri a adesão ao Aerus, mas ela foi indeferida pela ex-diretora de Seguridade e Administração do Fundo de Pensão, Andréa Vanzillotta. Logo depois, ocorreu a intervenção judicial", afirmou Lodi.
Segundo o ex-presidente, a liquidação do Aerus foi precoce. "Se o Governo federal tivesse sanado as dívidas da Varig com o Aerus nem o fundo e nem os aposentados estariam na situação que estão hoje", ressaltou Lodi.
Compareça à próxima sessão!
No dia 12/04, às 10h30, a CPI ouvirá o gestor da recuperação judicial, Miguel Dau, e o diretor de operações da VRG (Nova Varig), John Long, na sala 311, do Palácio Tiradentes.
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