De um lado, o endividamento da empresa é fruto de uma série de maus negócios realizados pelas sucessivas administrações da Varig e pela incapacidade de sua controladora (a Fundação Ruben Berta) de cobrar resultados desses administradores – em decorrência, exatamente, do modelo inadequado de governança corporativa.
Contudo, há ainda o fato inquestionável de que os governos e suas indevidas interferências, através de planos econômicos e congelamentos tarifários, contribuíram para o colapso da Transbrasil, da Vasp e para a atual situação da Varig. As novas empresas, surgidas nos últimos anos, ainda não enfrentaram estes problemas, mas em breve sofrerão as conseqüências de uma falta de uma política definida para o setor.