Brasilturis Jornal
02/02/2010

A RYANAIR de olho no Brasil, via Webjet

Segundo o site de informações econômicas Bloomberg, a Ryanair – considerada como a principal low cost européia, uma das mais ousadas empresas aéreas na linha de promoções e inovações – estaria estudando concretamente a sua vinda também para o Brasil, Isto se daria através de entrada inicial na Webjet, a companhia aérea que pertence ao empresário Guilherme Paulus e não entrou na negociação com o Carlyle Group que adquiriu mais de 63% do controle acionário da CVC operadora.

Embora a empresa irlandesa não se pronuncie a respeito, a assessoria de Paulus confirma que uma proposta foi realmente encaminhada mas, para um primeiro entendimento. O assunto poderia ser retomado em março, quando (espera-se), houver a mudança na legislação que vai permitir um ingresso de maior capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras, assunto em tramitação no Congresso.

A intenção manifestada em várias oportunidades pelo empresário seria a de fortalecer a empresa neste ano, consolidando a sua ampliação de frota e participação crescente de um mercado onde a companhia marcou excelente presença durante o ano passado. A simplificação de nome – passando simplesmente a Web – com ainda uma aposta maior em tecnologia já pode ser um indício de projeção para novos negócios.

A Ryanair é apontada como um modelo totalmente diferenciado, por todo o investimento tecnológico que realiza e que gerou uma modificação no panorama da aviação comercial na Europa. Além das ousadas idéias lançadas publicada pelo seu presidente, como a de cobrar pelo uso de banheiro a bordo.

Será, sem dúvida, mais um assunto a ser colocado durante o Workshop CVC nesta quarta e quinta, em São Paulo. Obviamente, Paulus vai se abster de confirmações, mantendo a mesma linha de negócios que adotou na recente venda da operadora.

A Ryanair, hà dois anos, nem de longe cogitava da possibilidade de ingresso no mercado brasileiro. Uma única admissão em relação ao mercado latino-americano era para o México. Em 2009, a companhia teve a preferência de mais 7 milhões de passageiros que optaram pelas tarifas econômicas e promoções. Com um total de 65 milhões, houve um aumento de 13% no volume de passageiros transportados durante o ano, comparado com o tráfego de 2008.




Jornal Zero Hora - 27/09/2009
UMA CARREIRA PARA DECOLAR
Mercado nas alturas
Quantidade de profissionais capacitados não acompanha o crescimento do tráfego aéreo no país. O apagão de pilotos levou a Anac a custear aulas práticas em diferentes regiões.

Pilotos e outras profissões relacionadas à aviação podem garantir o seu embarque no mercado de trabalho. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% apenas no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), abrindo portas para muitas vagas.

Atualmente, são mais de 12 mil aeronaves – incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias – responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano no país. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira, em terra e no ar, apontam especialistas do setor.

– Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no Exterior, onde salários e benefícios são mais atrativos – explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo.

– Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos para os próximos anos – pondera o superintendente.

De acordo com Noman, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos, argumenta Graziella:

– O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais.

Investimento na formação é expressivo

Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, confirma que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, como estimam também os especialistas. Em 2007, acompanhando o pai, piloto militar em viagem aos Estados Unidos, conquistou as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.

– É um diferencial para a carreira. O inglês é valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa – avalia Jaborandy

De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.