


Jornal de Negócios Online
09/06/2010 09h:39min
Emirates Airline compra 32 aviões A380 por 9,6 mil milhões
A Emirates Airline comprou 32 aviões A-380-800, os novos super jumbos da Airbus, por 11.500 milhões de dólares (9.630 milhões de euros), elevando a sua frota deste tipo de aviões para 90 unidades.
Ana Torres Pereira
atp@negocios.pt
A Emirates Airline comprou 32 aviões A-380-800, os novos super jumbos da Airbus, por 11.500 milhões de dólares (9.630 milhões de euros), elevando a sua frota deste tipo de aviões para 90 unidades.
A companhia tem vindo a reforçar a sua posição, designadamente no mercado asiático, em especial no Dubai.
O acordo entre a Emirates e a Airbus foi firmado, ontem na Feira Internacional de Aviação (ILA) de Berlim, tendo estado presente o presidente da fabricante europeia, Tom Enders, e o xeque Ajmed Bin Said Al-Maktoum, director executivo da companhia aérea, noticiou o “Cinco Dias”.
Já este ano, a Airbus entregou sete A-380, três à Emirates Airline, dois à Air France, um à australiana Qantas e mais um à Lufthansa.
A Airbus prevê entregar, este ano, 20 aviões A380. A fabricante europeia tem vindo a aproveitar o facto do avião rival da norte-americana Boeing, Dreamliner, estar atrasado.
A Singapore Airlines, a Emirates Airline, a Qantas, a Air France e a Lufthansa têm um total de 30 aviões A-380 que operam em 20 rotas para 18 destinos internacionais.
São mais de 30 os fornecedores deste novíssimo avião da Airbus e estão a trabalhar no seu fabrico cerca de 40 mil pessoas.
Pilotos e outras profissões relacionadas à aviação podem garantir o seu embarque no mercado de trabalho. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% apenas no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), abrindo portas para muitas vagas.
Atualmente, são mais de 12 mil aeronaves – incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias – responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano no país. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira, em terra e no ar, apontam especialistas do setor.
– Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no Exterior, onde salários e benefícios são mais atrativos – explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.
Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo.
– Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos para os próximos anos – pondera o superintendente.
De acordo com Noman, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos, argumenta Graziella:
– O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais.
Investimento na formação é expressivo
Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, confirma que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, como estimam também os especialistas. Em 2007, acompanhando o pai, piloto militar em viagem aos Estados Unidos, conquistou as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.
– É um diferencial para a carreira. O inglês é valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa – avalia Jaborandy
De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.