


aprus.com.br
31/01/2012
Palavra do Presidente
A calmaria do mês de janeiro findou hoje, dia 31 de janeiro, e a continuidade de ações que podem vir a prejudicar os planos I e II da VARIG forçam a APRUS a tomar providências visando sustar o movimento de saída da VEM, que caso aconteça levará parte de nossos recursos, ou seja, aprox. R$50 milhões de reais. Lembrando que tal valor daria um sustento redor de mais um ano de antecipações de rateio.
A APRUS, ontem, promoveu junto ao Ministério Publico Federal uma denuncia formal quanto à situação existente, na qual a PREVIC ignora a lei complementar 109 (que deveria fiscalizar) ao não entregar os documentos que a fizeram “julgar” que os relatórios referentes ao processo da VEM não mereciam crédito. Estes relatórios foram elaborados por uma Comissão de Inquérito legalmente constituída e nomeada pela própria SPC, atual PREVIC, e um relatório de empresa de auditoria de renome, a CONSULTORYS, contratada pelo AERUS para validar o relatório da referida comissão.
A APRUS estará participando de uma liminar juntamente com as Associações AMVVAR e APVAR, que visa inicialmente solicitar que seja sustada a saída da Vem com recursos que entende serem de propriedade dos planos I e II da VARIG.
Para a informação de todos a APRUS havia informado aos órgãos públicos o que iria fazer caso o processo de saída da VEM continuasse em andamento, e volta a escrever que nada tem contra a saída da VEM, apenas que isto venha a ocorrer com o que realmente lhe pertence e desde já informa, de forma clara, que em nada isto poderá vir a prejudicar qualquer acordo que por ventura esteja em andamento. O motivo de tal comentário é para evitarmos falácias que já ocorreram no passado tais como “os pagamentos vão parar”.
Agradecerá o silêncio de determinadas áreas que buscando apenas seu próprio favorecimento ignoram tais valores em detrimento de aposentados que lutam pela sua sobrevivência.
A APRUS continua com seus trabalhos junto ao governo, acompanhando os passos que vêm sendo dados, embora de forma lenta, em todas as esferas, e não divulgará senão aquilo que seriamente poderá vir a ser confirmado, sabendo da angústia e nervosismo de muitos que buscam em “notícias” algo a que se agarrar.
Nossas ações junto aos planos de saúde continuam a serem tratadas buscando acabar com o que hoje ocorre, e cedo teremos uma solução.
Continuo com a mesma FÉ e isto transmito a todos vocês! FÉ!
Thomaz Raposo
Diretor Presidente
Pilotos e outras profissões relacionadas à aviação podem garantir o seu embarque no mercado de trabalho. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% apenas no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), abrindo portas para muitas vagas.
Atualmente, são mais de 12 mil aeronaves – incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias – responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano no país. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira, em terra e no ar, apontam especialistas do setor.
– Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no Exterior, onde salários e benefícios são mais atrativos – explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.
Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo.
– Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos para os próximos anos – pondera o superintendente.
De acordo com Noman, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos, argumenta Graziella:
– O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais.
Investimento na formação é expressivo
Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, confirma que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, como estimam também os especialistas. Em 2007, acompanhando o pai, piloto militar em viagem aos Estados Unidos, conquistou as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.
– É um diferencial para a carreira. O inglês é valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa – avalia Jaborandy
De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.