REINTEGRAÇÃO JÁ PARA OS
PERSEGUIDOS POLÍTICOS DA VARIG!
Em fevereiro de 2002 a administração da Varig demitiu por uma forjada "justa causa" 31 pilotos em meio à negociação coletiva de final de ano. A atitude da empresa foi a reação violenta encontrada pela Fundação Ruben Berta para silenciar as vozes daqueles que, no momento necessário, ousaram questionar o modelo de governança corporativa adotado. Este modelo, até hoje adotado, estava levando à ruína a empresa e o fundo de previdência privado, AERUS. Entre os profissionais demitidos se encontravam, toda diretoria da APVAR e membros da Comissão de Negociação – instaurada junto à própria administração da Varig para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho. No mês de setembro do mesmo ano, a empresa realizou mais uma retaliação, numa tentativa de coibir o Direito Associativo. Assim, decidiu demitir mais 32 pilotos ligados à APVAR, estabelecendo um verdadeiro estado de sítio e de terror nas relações trabalhistas dentro da Varig. Nesse contexto, percebemos claramente uma questão que perturba toda a sociedade civil organizada, segmento essencial e indispensável para o avanço e equilíbrio das relações sociais e econômicas: a perseguição política , tema condenado internacionalmente e que foi praticado pelos gestores da Varig em 2002. Desde então , todas as administrações da Varig foram procuradas sem que esta violência tenha sido sequer considerada, fazendo com que estes profissionais e suas famílias sofram toda espécie de constrangimento e dificuldades e cheguem a apresentar sintomas de doenças psíquicas. A questão é que a atual crise vivida pela Varig só se tornou pública, adquirindo a transparência necessária ao debate, após esse movimento coletivo organizado pelos pilotos da Varig, através da APVAR. Porém , a atitude da Associação foi considerada como afronta e desrespeito pela administração da empresa, gerando um nível de retaliação e perseguição aos pilotos integrantes da direção e com a própria Associação, que extrapola a questão legal e o conflito natural das relações trabalhistas. A exposição de fotos dos pilotos demitidos em locais públicos, postos de verificação de bagagem nos aeroportos, como se fossem delinqüentes, foi uma das atitudes arbitrárias da administração que não encontram justificação plausível em nosso Estado Democrático. Outras tantas foram as atitudes com este nível de tratamento dispensado à todas as Associações de Trabalhadores da Varig. As entidades de classe dos Trabalhadores da Varig vêm condenando tais práticas e solicitam que, no caso específico da Varig, qualquer apoio ou concessão governamental ou de empresas estatais seja condicionado à revisão deste ato arbitrário e que fere violentamente o direito humano ao trabalho, à livre expressão e à organização do trabalho. Os gestores da Varig têm empregado todos os meios para procrastinar o andamento processual, a despeito das posturas democráticas que os Tribunais Regionais do Trabalho têm assumido no trato da questão. Desta forma, fica evidente a necessidade de serem revistas tais atitudes para uma reestruturação efetiva e eficaz, demonstrando, assim, os indícios de uma verdadeira nova Varig com a união de todos. |
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